Destina-se à publicações da Academia Goiana de Letras Ciência e Cultura dos Militares do Estado de Goiás - Coronel Mauro Borges Teixeira.
sexta-feira, 20 de março de 2026
Entre Conquistas e Conflitos: o Lugar das Mulheres na Atualidade
terça-feira, 17 de março de 2026
Antes de Existir, Já Resistia
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Silêncio destilado
Sonhos
Solidão
É preciso dizer mais?
Entre uma dose e outra
reviro restos.
Garrafas por companhia.
Esqueço dores,
arrefeço a alma.
Tudo em vão.
Falo de mim.
Do que pensei ser.
Fui?
Das escolhas
sobrou meu nada.
Saudade veio depois.
Não quero o dó
de quem passa.
O meu fel me basta.
Em meio aos escombros
recolho meus cacos,
me afogo em doses
de silêncio destilado.
É preciso dizer mais?
Não.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Major Eurípedes Furtuoso: Uma Vida Dedicada à Música Militar
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Amor e diferenças
não há muros, não há fronteiras,
apenas pontes feitas de afeto,
tecidas na coragem das mãos sinceras.
Visões distintas, olhares diversos,
mundos que dançam em ritmos próprios,
mas o amor, em sua força imensa,
une os corações, dissolve os próprios.
Não importa a cor, a crença ou o jeito,
nem caminhos que pareçam opostos,
o amor abre janelas, amplia o leito,
faz do diverso um mesmo gosto.
No encontro das diferenças, cresce a luz,
no respeito nasce a verdadeira paz,
pois o amor não se prende à razão,
ele apenas aceita e refaz.
Quando o amor sobrepõe as visões,
o mundo se torna mais vasto e inteiro,
e a alma se abre, sem condições,
para o abraço de um sonho verdadeiro.
O Pós Caos
Não me olhe esperando o pavio curto,
A fumaça preta ou o grito contido.
O aviso prévio já se fez absurdo,
E o que era estrondo, agora é ruído.
Eu sou a cratera, não o vulcão,
O chão que cedeu, não o peso em cima.
Não busco mais rima ou explicação,
Pois quem já partiu não teme a ruína.
Havia uma força que me sustentava,
Uma casca grossa, um muro, um degredo.
Mas a pressão, de tanto que inchava,
Levou o que eu era e também meu medo.
Não espere o susto, o baque, o trovão,
A conta chegou e o vidro partiu.
Sobrou o silêncio da devastação:
Eu sou o cara que já explodiu.
Quando os sinos da agonia dobram
Quando os sinos da agonia dobram,Não é só o bronze que treme no ar,
É a carne da cidade que arrepia,
É o tempo que para, para escutar.
Dobram sobre telhados e calçadas,
Sobre o riso interrompido na esquina,
Sobre o copo ainda meio cheio,
Sobre a última palavra não dita.
Cada badalada é um nome sem rosto,
Um rosto sem túmulo,
Uma história que cai do livro da vida
Sem que ninguém tenha marcado a página.
Quando os sinos da agonia dobram,
Os pássaros hesitam no voo,
Os pregadores engolem seus discursos,
E até o vento parece tirar o chapéu.
Dobram pela morte e pela culpa,
Pela fome esquecida nos becos,
Pela dor que ninguém noticia,
Pelos gritos que o mundo silenciou.
É então que a alma se vê ao espelho:
Não no vidro, mas naquilo que falta,
No abraço que nunca foi dado,
Na ponte que não saiu do papel.
Quando os sinos da agonia dobram,
Perguntam ao coração, em segredo:
Quantos mortos carregas vivos?
Quantos vivos deixaste morrer?
E se não tremes ao ouvi-los soar,
É porque já vestes luto por dentro
E nem percebeste a tua própria
Procissão passando em silêncio.
Porque esses sinos não dobram ao acaso:
Eles marcam o ponto exato
Em que a morte toca a vida,
E a vida escolhe se desperta
Ou se deita ao lado dela.
Ambulancioterapia: o remédio amargo da farra política
No coração do interior brasileiro, onde o asfalto some e o chão vermelho de terra grita por socorro, a saúde vira espetáculo. Não é hospital com alas cheias de remédios e médicos de plantão, não. É a ambulancioterapia, esse elixir milagroso ofertado por deputados federais, estaduais e até vereadores miúdos, que chegam em comitivas barulhentas, sirenes ligadas, prometendo salvação sobre rodas.
Os festejos natalinos e ano novo, em tempos de extremismos políticos
O Silêncio das Cores
Quando o sol nasce e o dia não desperta,
E o cinza cobre o que antes tinha cor,
A alma vaga, uma porta entreaberta,
Onde o frio entra e congela o calor.
O relógio insiste em seu tique-taque,
Mas o tempo parece não caminhar,
Somos peças soltas num tabuleiro de xeque,
Sem rei, sem rainha, sem lugar para estar.
Os sorrisos tornam-se gestos treinados,
Máscaras vestidas por pura obrigação,
Caminhamos em trilhos, passos pesados,
No piloto automático da solidão.
O “porquê” se cala, o “para quê” se esconde,
E as metas de ontem viram pó na estante.
A voz pergunta, mas ninguém responde,
Tudo é vasto, mas nada é o bastante.
Porém, no fundo desse poço mudo,
Onde a bússola gira sem apontar o norte,
Talvez perder o sentido de tudo
Seja o jeito da vida nos fazer mais forte.
Pois é no quadro em branco, sem pintura,
Que se pode criar um desenho novo.
O vazio assusta, traz amargura,
Mas é o espaço limpo para nascer de novo.
Respire fundo, deixe o tempo ser nada,
Não busque respostas na pressa ou na dor.
Às vezes, a pausa é a própria estrada,
Até que a vida, sozinha, reencontre a cor.
RECONSTRUÇÃO
domingo, 22 de fevereiro de 2026
Temos uma dívida com Bernardo Élis
Quero usar este espaço na revista Leitura Estratégica para, eventualmente, falarmos da nossa goianidade, cultura e formação da nossa sociedade. Hoje, vou abrir com um ícone da literatura brasileira, nosso Bernardo Élis, que não foi apenas o maior escritor goiano do século XX, foi, sobretudo, o primeiro a revelar Goiás ao Brasil sem pedir licença e sem pedir desculpas.
Alquimia da sedução
Véu do palco
A Mó
quarta-feira, 2 de abril de 2025
DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 08 BERNARDO ÉLIS, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR
Senhoras e senhores,
DISCURSO EM RECEPÇÃO AOS NOVOS ANHANGUERAS DA ACADEMIA MILITAR GOIANA DE LETRAS, LARISSA DE OLIVEIRA E EDNO PAULA RIBEIRO.
Senhoras senhores boa noite!
Gostaria de cumprimentar e nominar uma por uma as autoridades e convidados que aqui comparecem para a solenidade de posse de novos acadêmicos na Academia Goiana de Letras, Ciência e Cultura dos Militares do Estado de Goiás Coronel Mauro Borges Teixeira – AGL-MB e ao lançamento do Ano Cultural Bernardo Élis e que nesse ano da graça de 2025, completa 50 anos de sua posse na Academia Brasileira de Letras, mas por amor ao tempo, deixo de fazê-lo, cumprimentando em nome de todos o Senhor Coronel Marcelo Granja, Comandante Geral da PMGO.
DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 15 WALDOMIRO BARIANI ORETÊNCIO, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR
Senhoras e Senhores, boa noite,
Neste momento tão solene peço vênia, para que em seu nome, senhor presidente, Coronel José Lemos da Silva Filho, possa cumprimentar aos insignes componentes desta mui digna mesa diretora, e estender estes cumprimentos aos digníssimos confrades e confreiras, membros titulares desta colenda Academia Goiana de Letras Ciências e Cultura dos Militares do Estado de Goiás - Coronel Mauro Borges Teixeira, e, nas pessoas da minha amada esposa Zenilda Peres Cruvinel Ribeiro e minhas filhas Carollinne e Laís, cumprimento todas e todos os presentes nesse momento de celebração e especial alegria desse caboclo iporaense, filho de Edson Paes Ribeiro, pequeno produtor rural e Divina Paula Ribeiro, mulher de fina sensibilidade e de forte presença na construção da sua família e educação dos seus filhos.
É, O TEMPO...
Tempo que se esvai como areia fina, que nos rouba momentos preciosos, que nos deixa com a sensação de incompletude.
segunda-feira, 24 de março de 2025
PRETÉRITO PERFEITO
As crianças brincam na casa da vó,
A primavera passou, virou só pó.
Andorinhas no céu seguem dançando,
E o verão no horizonte já chegando.
Entre Conquistas e Conflitos: o Lugar das Mulheres na Atualidade
A ampliação de direitos não pode significar o apagamento de trajetórias históricas As mulheres que lutaram para conquistar espaço e garantir...
-
Então, Tião teve uma tempestade de ideias de sair pela Serra Dourada para coletar arnica. Sua cachola debulhava os dias, que ele sofria com...
-
Do fundo do poço ainda ouço Grito esgoelado Moendo memória de tempo ido Destruído E deixado destroços em desalinho pelo caminho. Do...
-
Catei pedaços de mim. Espalhados pelos cantos onde andei. Vestígios. Vestes rasgadas. Versões minhas que ficaram pelo chão. Cada qual com su...




.jpg)
.jpg)








