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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Silêncio destilado


Escombros:
Sobras de vidas
Sonhos
Solidão

É preciso dizer mais?

Entre uma dose e outra
reviro restos.
Garrafas por companhia.
Esqueço dores,
arrefeço a alma.
Tudo em vão.

Falo de mim.
Do que pensei ser.
Fui?
Das escolhas
sobrou meu nada.
Saudade veio depois.

Não quero o dó
de quem passa.
O meu fel me basta.

Em meio aos escombros
recolho meus cacos,
me afogo em doses
de silêncio destilado.

É preciso dizer mais?

Não.




Divino Alves de Oliveira - Coronel PM
Acadêmico Fundador da Cadeira nº 20

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Alquimia da sedução


Verdade,
mentira?
Qual?
A minha
ou a sua?

A cada insight,
uma versão.
Realidades que invento.
A cada ouvido,
uma melodia.

Flauta de Pan:
encantamento,
sedução,
doce som
a gerar ilusões.
Partitura de tinta e bile.

Visual?
Auditivo?
Sinestésico?
Qual o seu gosto?

Na flecha lançada,
a gota certa do veneno.
Na minha ilusão,
espelho seus sonhos.

Verdade ou mentira?
Perfeita armadilha.
Pouco importa.
Feitiço lançado:
Música aos seus ouvidos.
Alquimia da sedução.

Divino Alves de Oliveira - Coronel PM
Acadêmico Fundador da Cadeira nº 20


Véu do palco

Na entropia da vida
descerram-se cortinas.
Numa constante encenação,
múltiplos palcos.
Véus de ilusão
a revelar e esconder
realidades menos amenas.
Tudo é teatro.

Numa coreografia do cotidiano,
ao mesmo tempo,
sou ator e roteirista.
Filtro o abismo.
Fabrico ilusões:
sofrimento em drama,
perda em poesia,
tédio em rotina.

Em cada máscara,
consciências diferentes,
um mundo de sonhos:
plateia,
trama,
ribalta,
coxia.

Que peça enceno agora?
Que roteiros escrevi e escreverei?

A cada roteiro,
um novo véu
a tornar menos entrópica
a realidade que insiste em se desvelar.

Divino Alves de Oliveira - Coronel PM
Acadêmico Fundador da Cadeira nº 20



 

A Mó


Aos ouvidos,
pedras em sincronia.
O canto de sereia,
seduz almas em queda.
Retórica do vazio.

Diante dos olhos,
o mundo se desnuda.
Bocas repletas de sofismos.
Venenos adocicados.
Ópio social.

Nos ombros,
o eu coletivo,
apegos,
desejos do ter,
pesando.

Na boca, a bile arde.
Na garganta,
gosto de fel.

Ralo gravitacional.
Força a tudo puxar.
Pedras de moinho a girar.

No centro do abismo,
idolatria .
Mundo que se fere
não se cura.

Náusea espiritual.
Desfaço-me em vômitos.
Asco.

Em meio às agruras do tempo,
a mó continua,
a triturar almas e sonhos.

Divino Alves de Oliveira
Acadêmico Fundador da Cadeira nº 20
 

quarta-feira, 2 de abril de 2025

DISCURSO EM RECEPÇÃO AOS NOVOS ANHANGUERAS DA ACADEMIA MILITAR GOIANA DE LETRAS, LARISSA DE OLIVEIRA E EDNO PAULA RIBEIRO.

 

Senhoras senhores boa noite! 


Gostaria de cumprimentar e nominar uma por uma as autoridades e convidados que aqui comparecem para a solenidade de posse de novos acadêmicos na  Academia Goiana de Letras, Ciência e Cultura dos Militares do Estado de Goiás Coronel Mauro Borges Teixeira – AGL-MB e ao lançamento do Ano Cultural Bernardo Élis e que nesse ano da graça de 2025, completa 50 anos de sua posse na Academia Brasileira de Letras, mas por amor ao tempo, deixo de fazê-lo, cumprimentando em nome de todos o Senhor Coronel Marcelo Granja, Comandante Geral da PMGO.

sábado, 14 de dezembro de 2024

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

ESTRO POÉTICO

No vazio do papel, a angústia.

Pena e nanquim num ávido desejo de moldar palavras,

Costurar sentimentos, 

Nesse meu abismo de escuridão.

sábado, 28 de setembro de 2024

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

METÁSTASE

Um general, em ordem de batalha,

Conhece seus inimigos...!

Seus propósitos ocultos...!

Suas ações ardilosas no teatro de operações...!

terça-feira, 17 de setembro de 2024

ELEGIA AO 6 DE OUTUBRO - ELEIÇÕES

Homens em meio ao hedonismo e hipocrisia,  

buscam hegemonia eleitoral.  

Histriões de promessas falsas,  

hasteiam bandeiras sem honra,  

Ocultos pela indiferença, não vivem os horrores de sua omissão.

sábado, 14 de setembro de 2024

PRESENÇA DE VETERANO

 

Em notas musicais,  

Em seus agudos,

O clarim evoca histórias e serviços!


Fala de experiência e nostalgia...

De um tempo outrora vivido e, 

Do Veterano, a presença agora anuncia.

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

CANSAÇO

Estou cansado!  

Cansado da hipocrisia que insiste em me apresentar  

um mundo perfeitamente correto.  

Cansado do tic-tac  do relógio  

no seu interminável fuso sem mudanças!  

Eterno retorno, ciclo da vida que se repete!  

Cansado dessa pirâmide social autofágica,  

decadência dos valores.

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

SENÓIDE

Em um mundo de relações sociais complexas,

sou como uma senóide...

Cheio de altos e baixos! 

Descubro-me repleto de ambiguidades e contradições: 

Às vezes sou yin, noutras yang, 

Às vezes sou água, noutras sou óleo.

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

COLÓQUIO COMIGO MESMO

 

Hoje, acordei com uma imensa vontade de mim.  

Vontade de saber quem sou,  

Vontade de me ouvir, me olhar, me enamorar.

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

ALMAS

No palco de um absurdo universo,

Interpreto letárgicos papéis.

No teatro dos meus sonhos,

prescuto respostas às angústias,

Anseio por uma alma falante que ecoe meu vazio.

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

O OLHAR DO OUTRO

No palco do mundo, entre olhares, máscaras e papéis,

Crio e reinvento roteiros.

Sou livre, mas a responsabilidade por minhas ações me aprisiona.

sábado, 20 de julho de 2024

Eco

Quisera eu escrever algo que refletisse o que sou!

Que queimasse feito tatuagem, 

Desnudando minh'alma 

Revelando misérias

segunda-feira, 8 de julho de 2024

PARTITURA

 

Estou cansado de caminhar nas sombras do que fui...

Cansado das minhas velhas odes e seus ritmos descompassados 

Cansado desse meu barulho interior. 

quarta-feira, 3 de julho de 2024

ROMEIROS DO DIVINO PAI ETERNO

Por entre estradas sinuosas

Se ouvem os carros de boi a cantar

Como preces ao Divino Pai Eterno aos céus  se elevar

Silêncio destilado

Escombros: Sobras de vidas Sonhos Solidão É preciso dizer mais? Entre uma dose e outra reviro restos. Garrafas por companhia. Esqueço dores,...