descerram-se cortinas.
Numa constante encenação,
múltiplos palcos.
Véus de ilusão
a revelar e esconder
realidades menos amenas.
Tudo é teatro.
Numa coreografia do cotidiano,
ao mesmo tempo,
sou ator e roteirista.
Filtro o abismo.
Fabrico ilusões:
sofrimento em drama,
perda em poesia,
tédio em rotina.
Em cada máscara,
consciências diferentes,
um mundo de sonhos:
plateia,
trama,
ribalta,
coxia.
Que peça enceno agora?
Que roteiros escrevi e escreverei?
A cada roteiro,
um novo véu
a tornar menos entrópica
a realidade que insiste em se desvelar.
Divino Alves de Oliveira - Coronel PM
Acadêmico Fundador da Cadeira nº 20

Nenhum comentário:
Postar um comentário