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quarta-feira, 2 de abril de 2025

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 08 BERNARDO ÉLIS, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR


Senhoras e senhores,

Acadêmicos e Acadêmicas,

Ilustres convidados,

É com profunda honra e um imenso senso de responsabilidade que ocupo hoje esta tribuna, ingressando na Academia Goiana de Letras Militar. Ao ser distinguida com a cadeira cujo patrono é Bernardo Élis, sou tomada por um misto de gratidão, orgulho e compromisso. Gratidão a esta instituição e a todos que confiaram em mim para integrar este seleto grupo de homens e mulheres dedicados às letras.

Orgulho por me tornar parte de uma tradição que valoriza a literatura, a cultura e o pensamento crítico. E compromisso, porque sei que esta cadeira que hoje passo a ocupar não é apenas um assento simbólico, mas um espaço de dever intelectual e literário.

Falar de Bernardo Élis é falar da essência da literatura goiana e da grandeza da narrativa regionalista. Foi ele o único escritor goiano a conquistar o prêmio jabuti, levando-o por duas vezes, e a integrar a academia brasileira de letras, conduzindo para o centro do cenário literário nacional a força das terras de Goiás e o drama de seu povo.

Bernardo Élis foi um cronista implacável das injustiças, um narrador que deu voz aos oprimidos e que soube, como poucos, traduzir a alma dos sertões goianos em palavras. Em sua obra, vemos o retrato fiel das agruras do homem do campo, das lutas de posseiros, da brutalidade dos grandes latifundiários, das desigualdades sociais e da resistência dos esquecidos pela história oficial.

Nascido em 1915, em Corumbá de Goiás, Bernardo Élis cresceu absorvendo as paisagens, os tipos humanos e os conflitos de sua terra. Como professor e funcionário público, percorreu goiás e pôde ver de perto as contradições do progresso e os dramas que marcam o interior brasileiro. Essa vivência está impregnada em suas obras, especialmente nos contos e romances que deram a ele um lugar de destaque na literatura nacional.

Sua escrita vigorosa e sua sensibilidade social se expressam magistralmente em livros como O Tronco, talvez sua obra mais conhecida, na qual denuncia a truculência de grandes fazendeiros, num episódio que ecoa tragédias reais da nossa história.

Nesse romance, Bernardo Élis nos presenteia com palavras que são um retrato de sua visão crítica e de sua arte de contar histórias:

“Pois digo mais: quem tem a alma dominada pelo terror perde a própria personalidade, como os corpos que são queimados e viram um só pó.” (O Tronco)

Essa frase ressoa como um alerta sobre os efeitos da violência e do medo sobre o ser humano, algo que ele expôs de forma magistral em sua literatura. Seu compromisso com a verdade e sua capacidade de dar voz aos silenciados fazem de sua obra um documento vivo da nossa história.

Foi essa força literária que o levou a ser eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº 1 em 23 de outubro de 1975. Sua eleição, no entanto, não foi apenas um reconhecimento do seu talento, mas também um episódio marcante da história literária e política do brasil. Seu principal concorrente era Juscelino Kubitschek, ex-presidente darepública, um verdadeiro democrata, um homem cuja trajetória parecia fazê-lo imbatível.

No entanto, naquele pleito histórico, Bernardo Élis venceu JK por uma diferença de apenas dois votos. A derrota de Juscelino foi a única de sua vida nas urnas.

Com essa vitória apertada, Bernardo Élis assumiu sua cadeirana ABL. Esse ano comemoramos 50 anos de sua posse. E, mais do que um acadêmico, tornou-se um símbolo da força da literatura regionalista dentro do cenário nacional. Durante sua trajetória na ABL, manteve-se fiel à sua visão de mundo,defendendo a literatura como ferramenta de denúncia e reflexão, e sempre honrando sua origem e seu povo.

Mas se a história de Bernardo Élis é uma história de luta e resistência, também precisamos lembrar das muitas mulheres que, ao longo da nossa trajetória literária e social, enfrentaram desafios imensos para conquistar o direito à educação, à escrita e ao reconhecimento intelectual.

Por muito tempo, as letras foram um espaço predominantemente masculino. Mulheres que ousaram escrever tiveram que assinar com pseudônimos, esconder suas identidades ou lutar contra a desvalorização de suas obras. A literatura feminina, muitas vezes, foi rotulada como menor, como um exercício de sensibilidade, e não de pensamento crítico ou poder narrativo.

Hoje, ao assumir esta cadeira, faço questão de lembrar as escritoras goianas, brasileiras e do mundo, que pavimentaram o caminho para que nós, mulheres, pudéssemos estar aqui. Mulheres como Cora Coralina, que, com sua poesia límpida e verdadeira, mostrou a grandeza do cotidiano e a força da mulher simples do interior.

Nos sertões de Bernardo Élis, as mulheres também enfrentavam suas batalhas. Eram esposas, mães, filhas que sofriam sob o peso da brutalidade e do poder dos misóginos da época. Mas também eram figuras de resistência, que, apesar da dureza da vida, encontravam meios de lutar e sobreviver.

Ao assumir esta cadeira, sinto-me não apenas herdeira de sua tradição literária, mas também responsável por manter vivo o espírito questionador e combativo de sua obra. A Academia Goiana de Letras Militar, ao reunir escritores e pensadores ligados à vida castrense e à literatura, representa um espaço onde cultura e disciplina, história e narrativa se entrelaçam.

A literatura e a vida militar compartilham um mesmo princípio: ambas exigem coragem. A coragem de quem empunha a pena não é menor que a de quem empunha a espada. Ambas são armas contra o esquecimento e contra as injustiças do tempo.

Assim como um soldado não recua diante da batalha, uma escritora não pode recuar diante da verdade. Bernardo Élis nos ensinou que a palavra tem poder, que a literatura é um território de luta e que o escritor, quando fiel ao seu tempo e à sua gente, pode se tornar imortal. E é essa imortalidade, conquistada pelo talento e pela honestidade literária, que hoje celebramos ao reverenciá-lo.

Honra-me profundamente ser guardiã deste legado, nesta Academia que preserva não apenas o estudo das letras, mas também o espírito de serviço, de disciplina e de amor à pátria.

Que esta cadeira seja um espaço de reflexão e de compromisso com a literatura e com os valores que nos unem como nação e como homens e mulheres de letras.

Que possamos, juntos, continuar escrevendo a história com coragem, verdade e paixão.

Muito obrigada.
Larissa Oliveira
Acadêmica Fundadora da Cadeira nº 08

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 15 WALDOMIRO BARIANI ORETÊNCIO, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR



Senhoras e Senhores, boa noite,

Neste momento tão solene peço vênia, para que em seu nome, senhor presidente, Coronel José Lemos da Silva Filho, possa cumprimentar aos insignes componentes desta mui digna mesa diretora, e estender estes cumprimentos aos digníssimos confrades e confreiras, membros titulares desta colenda Academia Goiana de Letras Ciências e Cultura dos Militares do Estado de Goiás - Coronel Mauro Borges Teixeira, e, nas pessoas da minha amada esposa Zenilda Peres Cruvinel Ribeiro e minhas filhas Carollinne e Laís, cumprimento todas e todos os presentes nesse momento de celebração e especial alegria desse caboclo iporaense, filho de Edson Paes Ribeiro, pequeno produtor rural e Divina Paula Ribeiro, mulher de fina sensibilidade e de forte presença na construção da sua família e educação dos seus filhos.

terça-feira, 10 de setembro de 2024

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 44 CORONEL LINDOLPHO EMILIANO DOS PASSOS, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR

Boa noite a todos!

Deixarei de nominar as ilustres autoridades presentes, sob pena de esquecer alguém, porém cumprimento todas as autoridades na pessoa do presidente desta Academia Goiana de Letras, Ciências e Cultura dos Militares do Estado de Goiás - Coronel Mauro Borges Teixeira (AGL-MB), Tenente-Coronel José Lemos da Silva Filho.

Cumprimento também todos os presentes, na pessoa do Coronel Veterano Jesus Nunes Viana, que juntamente com sua digníssima esposa Sra. Kelita, me ajudaram na construção da minibiografia do homenageado de hoje, Coronel Veterano Lindolpho Emiliano dos Passos.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 42 MANOEL DOS REIS MACHADO, MESTRE BIMBA, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR

Excelentíssimos acadêmicos da Academia Goiana de Letras dos Militares dos Estados de Goiás, ilustres convidados, Mestres, familiares e amigos!

Boa noite a todas e a todos!

É com uma alegria imensa e um profundo senso de responsabilidade que tomo posse da cadeira nº 47 desta renomada Academia, uma posição que carrega o nome de um gigante da capoeira: o Mestre Bimba, o criador da Capoeira Regional.

quarta-feira, 29 de maio de 2024

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 31 CORONEL MILTON ANTONIO ANANIAS, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR

Menção Honrosa ao Coronel Mauro Borges Teixeira

Nada mais justo e perfeito do que colocar em nossa academia o venerável nome do ex ministra, ex político, ex-governador e admirável líder goiano, querido e idolatrado.

Por muitos, Coronel Mauro Borges Teixeira, o guardião do nosso saber, em virtude de suas inestimáveis contribuições ao outrora debilitado Estado de Goiás.

Nascido em Rio Verde no dia 15 de fevereiro de 1920, Mauro Borges Teixeira, distinguiu-se como militar e político brasileiro, ocupando os cargos de Governador de Goiás, Senador e Deputado Federal por dois mandatos.

Filho do ilustre Pedro Ludovico Teixeira, uma das principais figuras políticas de Goiás, e de dona Gercina Borges Teixeira, ele iniciou sua trajetória política em 1958. 

Em 1961, foi eleito governador, período em que promoveu reformas modernizadoras na gestão pública estadual, adotando pela primeira vez o planejamento estratégico como ferramenta de administração e instituindo a secretaria do planejamento e coordenação, pioneira no país.

Sua atuação abrangeu todas as esferas da administração pública, com a criação de entidades de suporte aos trabalhadores, como o Ipasgo.

No âmbito da Polícia Militar, destacam-se as significativas obras de infraestrutura realizadas durante seu governo, incluindo a construção do Quartel do Comando Geral da PMGO, na Avenida Contorno; construção do quartel do 1º BPM, hoje 6º BPM; construção do quartel onde funciona hoje a Academia da Polícia Militar; construção do Quartel do Corpo de Bombeiros; doação das áreas do Clube dos Oficiais e dos Subtenentes e Sargentos, e muitos outros benefícios.

Além disso, Mauro Borges foi responsável pela criação de diversos órgãos essenciais ao desenvolvimento de Goiás, como o Consórcio Rodoviário Intermunicipal (CRISA), a Organização de Saúde de Goiás (OSEGO), a Metais de Goiás (METAGO), o Banco do Estado e o Banco do Desenvolvimento.

Portanto, é com base no legado de sua vida e na luta incansável contra a estagnação que vivenciávamos que se justifica plenamente a lembrança de sua figura, consagrando o como símbolo, e aquele que empresta seu nome e historia a esta Casa de Letras.

Assim, prestamos nossa sincera homenagem ao inesquecível e querido, Coronel Mauro Borges Teixeira, o governador que marcou a história dos goianos.

Meus caríssimos circunstantes...

É muito lisonjeiro receber um convite como este, pertencer ao mais nobre e elevado grupo que procura reafirmar a inteligência da Polícia Militar.

Este convite me soa como um reconhecimento ou mesmo uma interpretação do público policial militar, que atesta os meus serviços prestados ao Estado de Goiás, como se fosse um prêmio à dedicação que sempre tive e um reconhecimento aos meus esforços, durante mais de trinta anos de serviço.

Prezados ouvintes...

Identifico-me, como Coronel João Batista de Oliveira, nascido na cidade de Balsas no estado do Maranhão, no ano de 1942.

Ingressei na Polícia Militar do Estado de Goiás em 1964, como cadete, realizando o Curso de Formação de Oficiais, na Academia Militar do Barro Branco da Polícia Militar do Estado de São Paulo, fazendo ali, todos os cursos inerentes à corporação e, também, formado em direito pela Pontifícia Universidade Católica em 1975.

Transferido para a reserva remunerada em 1988, no posto de Coronel PM, tendo exercido quase todas as funções, tenho a impressão que o saldo a meu favor é amplamente positivo por haver exercido quase todas as funções administrativas e operacionais da corporação  e, por isso, sinto-me envaidecido. 

Dito isso, passo a homenagem ao Coronel Milton Antônio Ananias,  Patrono do GRAER – Grupo de Radio Patrulha Aérea da Policia Militar e da Cadeira 31 desta Academia.

O meu contentamento aumenta ao ser distinguido com esse dignificante convite, de que fui julgado merecedor, ao ser eleito por tão ilustres membros, que me convocaram para receber esse alto galardão: ocupar a cadeira número 31, que tem como patrono o nosso nobre e saudoso irmão Coronel PM Milton Antônio Ananias, homem cuja vida e legado resplandecem como um farol de inspiração para todos nós.

O Coronel Milton Ananias, nascido na cidade de São Gotardo, estado de Minas Gerais, aos 17 dias do mês de novembro do ano de 1963, filho do senhor Onofre Ananias Sobrinho e da senhora Maria Neuza de Jesus.

Ingressou na Policia Militar como aluno soldado em 1983.

Em 1984, concluiu o Curso de Formação de Sargento.

Em 1985, ingressou na Academia de Policia Militar, como cadete.

Em 1988, concluindo o Curso de Formação de Oficiais, sendo declarado Aspirante a Oficial.

Foi promovido em 2010 ao posto de Coronel, sendo transferido para a reserva remunerada em 2012. 

Durante a sua vida profissional no serviço ativo da corporação, exerceu quase todas as funções inerentes a cada posto, tanto na capital, quanto no interior. destacando a função de Comandante do GRAER, exercida por duas vezes.

Sua ficha de informações é rica em referencias elogiosas em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à Corporação e ao Estado de Goiás, no exercício da atividade policial militar.

Recebeu as seguintes medalhas e condecorações:

1. Medalha do Mérito Tiradentes – Grau Grande Oficial;

2. Medalha Pedro Ludovico Teixeira;

3. Medalha da Ordem do Mérito Dom Pedro II– Grau Comendador;

4. Medalha Sesquicentenário da Polícia Militar;

5. Medalha de Mérito do Magistério;

6. Medalha por Tempo de Serviço 20 anos;

7. Medalhas de Destaque Operacional Anhanguera nos graus Bronze e Prata e ainda, Diploma de Policial Destaque.

O Coronel Milton Ananias, não apenas deixou sua]marca na história das forças militares de Goiás, mas também no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e testemunhar sua dedicação exemplar ao serviço público.

Sua trajetória é marcada por um compromisso incansável com a excelência, a coragem e o dever.

Com uma carreira brilhante que abraçou o céu nos contornos audaciosos de um helicóptero, o Coronel Milton Ananias, se destacou como um verdadeiro ás dos ares.

Seus feitos no campo da aviação militar são testemunho de sua perícia e habilidade excepcionais, adquiridas através de uma formação exemplar.

Buscou a plenitude profissional, através do aperfeiçoamento técnico na área da aviação militar, realizando curso prático de piloto de helicóptero, curso de formação de instrutores de pilotagem e estágio avançado para piloto de helicópteros, são apenas algumas das muitas credenciais que adornam sua trajetória. 

A frente do GRAER, o Coronel Milton Ananias, demonstrou liderança inabalável e um compromisso inquebrantável com a segurança e o bem-estar da população.

Seu trabalho incansável e sua dedicação à missão, servem como um exemplo a ser seguido por todos aqueles que têm a honra de vestir a farda da policia militar.

Mas, mais do que suas realizações profissionais, é o caráter do Coronel Milton Ananias, que verdadeiramente o tornam digno de admiração e respeito.

Sua prontidão em ajudar os outros, ecoa como um grito eterno em nossos corações.

Embora sua partida prematura em um trágico acidente de helicóptero, tenha silenciado sua voz física, o legado do Coronel Milton Ananias, continua a ressoar entre nós.

Suas conquistas, sua ética de trabalho e sua devoção aos valores mais nobres da profissão militar, são um farol que guia nosso caminho, inspirando-nos a alcançar alturas cada vez maiores em nossa própria jornada.

Portanto, é com profundo respeito e gratidão, que hoje assumo a cadeira que leva seu nome, comprometendo-me a honrar sua memória e a preservar seu legado e que possamos continuar a trilhar o caminho da excelência, do serviço abnegado e da dedicação incansável, seguindo os passos iluminados do patrono coronel PM Milton Antônio Ananias.

Por tudo isso, tornou-se, merecedor dos títulos honoríficos de patrono do GRAER e da cadeira numero 31 desta arcádia. 

São estas as minhas considerações

Quero dizer ainda que é com uma mistura indescritível de emoções que me dirijo a todos vocês neste momento de grande significado para mim. hoje, ao assumir este posto de honra nesta ilustre academia, sinto-me profundamente grato e honrado por este privilégio concedido a mim, e tenho a felicidade de compartilhar um pedaço da minha jornada que se tornou parte indelével da história da Polícia Militar do nosso estado de Goiás.

Ao longo da minha carreira militar, tive o privilégio de servir à nossa instituição com dedicação, lealdade e amor inabalável pelo meu estado. em meio a esse compromisso, surgiu uma frase, uma simples sequência de palavras que, sem eu imaginar, viria a se tornar um símbolo, um lema que ecoaria através dos tempos, marcando não apenas a entrada de um edifício, mas simbolizando o início de uma jornada de bravura, compromisso e serviço à comunidade:

"Aqui começa a Polícia Militar." 

Sim, estas palavras, que brotaram do meu coração com a força de uma convicção inabalável, hoje adornam a entrada do comando da Academia da Polícia Militar. 

Cada vez que as vejo, sinto uma onda de orgulho, não pelo seu autor, mas pela mensagem que carregam.

Elas não são apenas palavras escritas em pedra; são um chamado, um convite para cada um de nós, policiais militares, para entrarmos naquele espaço sagrado com a determinação de cumprir nosso dever, proteger os cidadãos, e honrar o juramento que fizemos diante da nossa bandeira.

Meus amigos, a honra que sinto por ter criado esta frase é indescritível, pois sei que ela transcende o individual para se tornar parte do legado da nossa instituição. 

Ela representa o início de uma jornada para tantos jovens que adentram aquelas portas com sonhos de servir e proteger. 

Ela simboliza a continuidade de um legado de coragem e sacrifício que todos os que vieram antes de nós construíram com suor, lágrimas e, em muitos casos, com o próprio sangue.

Ao ocupar este lugar entre os imortais da Academia Goiana de Letras, Ciência e Cultura dos Militares do Estado de Goiás, comprometo-me a continuar a honrar não apenas essa frase, mas também os valores que ela representa.

Comprometo-me a ser um guardião da língua, da cultura e do conhecimento, enquanto continuo a servir minha pátria com toda a minha alma e coração.

Portanto, a todos que compartilham este momento comigo, quero expressar minha profunda gratidão, que possamos seguir em frente juntos, celebrando nossa história, enaltecendo nossas tradições e inspirando as gerações futuras a darem o seu melhor pelo bem do nosso amado estado de Goiás e da nossa nação.

A todos, o meu muito obrigado pela prestimosa atenção e pelo comparecimento, o que me proporcionou imensa satisfação e alegria.

Aqui me posiciono sempre a inteira disposição, daqueles que, por ventura, recorrerem aos meus préstimos.

Muito obrigado

Muito obrigado!


Goiânia, 28 de junho de 2024

João Batista de Oliveira - Coronel PM

Acadêmico Fundador da Cadeira  nº 31


DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 09 DR PEDRO LUDOVICO TEIXEIRA, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR

 

Por obra de Deus estou aqui hoje neste momento memorável na minha vida.

Como um retirante nordestino que a quase 30 (trinta) anos aqui cheguei em busca de sobrevivência, onde em Goiânia à época, deparei com muitos desafios, dormi no relento, passei fome e frio e tive uma experiência inusitada, cheguei a dividir um ovo frito com mais três pessoas para matar a fome. 

quarta-feira, 8 de maio de 2024

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 24 CORA CORALINA, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR

Excelentíssimo Sr. Coronel José Lemos, na pessoa de quem cumprimento os demais membros desta ilustre mesa.

É com muita honra que hoje assumo a cadeira que me foi destinada desta respeitável Academia de Letras.

Passo a discorrer sobre Cora Coralina, patrona da cadeira que hoje passo honrosamente a ocupar.

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nascida aos vinte dias do mês de abril de 1885, poetisa e contista, considerada umas das mais importantes escritoras brasileiras.

domingo, 5 de maio de 2024

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 51 BERENICE TEIXEIRA ARTIAGA, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR

Boa Noite, Senhoras e Senhores!

Por amor ao tempo, deixarei de nominar as ilustres autoridades aqui presentes e dirijo-lhes meus cumprimentos na pessoa do Presidente do Conselho Superior desta Academia, Cel. Divino Alves de Oliveira.

Cumprimento os doutos acadêmicos e acadêmicas que vieram prestigiar este evento, na pessoa do Presidente da AGL-MB, Cel. José Lemos da Silva Filho.

Quero também cumprimentar, com especial carinho, os familiares e amigos que celebram conosco este momento de alegria, nas pessoas do meu marido, meus filhos e nora, Gentil, Daniel, Lucas e Ana Carolina.

quinta-feira, 2 de maio de 2024

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº41 JOSÉ MENDONÇA TELES, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR

Excelentíssimo Sr. Cel. PMGO José Lemos da Silva Filho, D.D. Presidente da Academia Goiana de Letras, Ciências e Cultura dos Militares de Goiás – Coronel Mauro Borges Teixeira (AGL-MB), autoridades presentes, Senhoras e Senhores Acadêmicos, meus familiares, amigos e demais convidados, minhas senhoras e meus senhores, peço a permissão, inicialmente, para dividir minhas palavras com todos os acadêmicos e convidados que me concedem, neste momento, o prazer da companhia e a honra do comparecimento a esta solenidade de posse.

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 01 CORONEL PM GETULINO ARTIAGA LIMA NA SOLENIDADE DE INAUGURAÇÃO DA ACADEMIA MILITAR GOIANA DE LETRAS

Dirijo meus cumprimentos às senhoras acadêmicas, senhores acadêmicos anhangueras e confrades de outras unidades: nacional e subnacionais.

Minhas senhoras, meus senhores...  

Ao preparar um texto sobre nossa promessa de trabalho à frente da Academia Goiana de Letras dos Militares dos Goianos, ao passo me veio, uma frase de um dos maiores patriotas, o eminente escritor modernista Euclides da Cunha, autor de “Os Sertões”. 

Assim disse Euclides: “Não sendo esta investidura uma consagração, mas um tácito compromisso de altear-se por outros trabalhos até a vossa nobilitadora simpatia, imaginai os meus desalentos diante de uma tal empresa”.

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 20 PIO VARGAS ABÁDIO RODRIGUES, DA ACADEMIA MILITAR GOIANA DE LETRAS

Senhoras senhores, boa noite!

Quero cumprimentar inicialmente o senhor Coronel José Lemos da Silva Filho, mui digno Presidente da Academia Goiana de Letras Ciências e Cultura dos Militares do Estado de Goiás - Coronel Mauro Borges Teixeira;

De forma especialíssima quero cumprimentar o senhor Rafael Vargas, filho do poeta Pio Vargas, que muito gentilmente aceitou meu convite para aqui se fazer presente.

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº39 CORONEL HÉLIO TEIXEIRA, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR

 

Em nome de Deus, clemente e misericordioso, criador dos céus e da terra e com ele o poder e a glória!

“Não cora o livro de ombrear com o sabre, nem cora o sabre de chamá-lo irmão!” (Castro Alves)

Saúdo às autoridades presentes a começar por Deus Todo Poderoso, razão de ser da nossa existência.

Aqui faço um parêntese para saudar também a PMGO, primeiro órgão público do Estado de Goiás, eis que aqui se encontra desde a segunda metade do século XVIII, quando este Estado era apenas Capitania jungida à Capitania de Minas Gerais, quando de lá recebeu um pequeno Piquete de Cavalaria para fazer a segurança das estradas e dos poucos povoados existentes: Arraial de Santana, Meia Ponte, etc., razão de nossa presença aqui hoje, saúdo também o Sr. Coronel Marcelo Granja, seu atual comandante e saúdo em nome do Coronel Divino Alves, todos os ex-Comandantes Gerais, que deram o melhor de si para o engrandecimento da nossa instituição.

Entre Conquistas e Conflitos: o Lugar das Mulheres na Atualidade

A ampliação de direitos não pode significar o apagamento de trajetórias históricas As mulheres que lutaram para conquistar espaço e garantir...