Não me olhe esperando o pavio curto,
A fumaça preta ou o grito contido.
O aviso prévio já se fez absurdo,
E o que era estrondo, agora é ruído.
Eu sou a cratera, não o vulcão,
O chão que cedeu, não o peso em cima.
Não busco mais rima ou explicação,
Pois quem já partiu não teme a ruína.
Havia uma força que me sustentava,
Uma casca grossa, um muro, um degredo.
Mas a pressão, de tanto que inchava,
Levou o que eu era e também meu medo.
Não espere o susto, o baque, o trovão,
A conta chegou e o vidro partiu.
Sobrou o silêncio da devastação:
Eu sou o cara que já explodiu.
Edno Paula Ribeiro - Major PM
Acadêmico Fundador da Cadeira nº15
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