domingo, 22 de fevereiro de 2026

Alquimia da sedução


Verdade,
mentira?
Qual?
A minha
ou a sua?

A cada insight,
uma versão.
Realidades que invento.
A cada ouvido,
uma melodia.

Flauta de Pan:
encantamento,
sedução,
doce som
a gerar ilusões.
Partitura de tinta e bile.

Visual?
Auditivo?
Sinestésico?
Qual o seu gosto?

Na flecha lançada,
a gota certa do veneno.
Na minha ilusão,
espelho seus sonhos.

Verdade ou mentira?
Perfeita armadilha.
Pouco importa.
Feitiço lançado:
Música aos seus ouvidos.
Alquimia da sedução.

Divino Alves de Oliveira - Coronel PM
Acadêmico Fundador da Cadeira nº 20


Véu do palco

Na entropia da vida
descerram-se cortinas.
Numa constante encenação,
múltiplos palcos.
Véus de ilusão
a revelar e esconder
realidades menos amenas.
Tudo é teatro.

Numa coreografia do cotidiano,
ao mesmo tempo,
sou ator e roteirista.
Filtro o abismo.
Fabrico ilusões:
sofrimento em drama,
perda em poesia,
tédio em rotina.

Em cada máscara,
consciências diferentes,
um mundo de sonhos:
plateia,
trama,
ribalta,
coxia.

Que peça enceno agora?
Que roteiros escrevi e escreverei?

A cada roteiro,
um novo véu
a tornar menos entrópica
a realidade que insiste em se desvelar.

Divino Alves de Oliveira - Coronel PM
Acadêmico Fundador da Cadeira nº 20



 

A Mó


Aos ouvidos,
pedras em sincronia.
O canto de sereia,
seduz almas em queda.
Retórica do vazio.

Diante dos olhos,
o mundo se desnuda.
Bocas repletas de sofismos.
Venenos adocicados.
Ópio social.

Nos ombros,
o eu coletivo,
apegos,
desejos do ter,
pesando.

Na boca, a bile arde.
Na garganta,
gosto de fel.

Ralo gravitacional.
Força a tudo puxar.
Pedras de moinho a girar.

No centro do abismo,
idolatria .
Mundo que se fere
não se cura.

Náusea espiritual.
Desfaço-me em vômitos.
Asco.

Em meio às agruras do tempo,
a mó continua,
a triturar almas e sonhos.

Divino Alves de Oliveira
Acadêmico Fundador da Cadeira nº 20
 

quarta-feira, 2 de abril de 2025

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 08 BERNARDO ÉLIS, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR

 

Senhoras e senhores,

Acadêmicos e Acadêmicas,

Ilustres convidados,

É com profunda honra e um imenso senso de responsabilidade que ocupo hoje esta tribuna, ingressando na Academia Goiana de Letras Militar. Ao ser distinguida com a cadeira cujo patrono é Bernardo Élis, sou tomada por um misto de gratidão, orgulho e compromisso. Gratidão a esta instituição e a todos que confiaram em mim para integrar este seleto grupo de homens e mulheres dedicados às letras.

DISCURSO EM RECEPÇÃO AOS NOVOS ANHANGUERAS DA ACADEMIA MILITAR GOIANA DE LETRAS, LARISSA DE OLIVEIRA E EDNO PAULA RIBEIRO.

 

Senhoras senhores boa noite! 


Gostaria de cumprimentar e nominar uma por uma as autoridades e convidados que aqui comparecem para a solenidade de posse de novos acadêmicos na  Academia Goiana de Letras, Ciência e Cultura dos Militares do Estado de Goiás Coronel Mauro Borges Teixeira – AGL-MB e ao lançamento do Ano Cultural Bernardo Élis e que nesse ano da graça de 2025, completa 50 anos de sua posse na Academia Brasileira de Letras, mas por amor ao tempo, deixo de fazê-lo, cumprimentando em nome de todos o Senhor Coronel Marcelo Granja, Comandante Geral da PMGO.

DISCURSO DE POSSE NA CADEIRA Nº 15 WALDOMIRO BARIANI ORETÊNCIO, DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS MILITAR

Senhoras e Senhores, boa noite,


Neste momento tão solene peço vênia, para que em seu nome, senhor presidente, Coronel José Lemos da Silva Filho, possa cumprimentar aos insignes componentes desta mui digna mesa diretora, e estender estes cumprimentos aos digníssimos confrades e confreiras, membros titulares desta colenda Academia Goiana de Letras Ciências e Cultura dos Militares do Estado de Goiás - Coronel Mauro Borges Teixeira, e, nas pessoas da minha amada esposa Zenilda Peres Cruvinel Ribeiro e minhas filhas Carollinne e Laís, cumprimento todas e todos os presentes nesse momento de celebração e especial alegria desse caboclo iporaense, filho de Edson Paes Ribeiro, pequeno produtor rural e Divina Paula Ribeiro, mulher de fina sensibilidade e de forte presença na construção da sua família e educação dos seus filhos.

É, O TEMPO...

É, o tempo... esse enigma que nos escapa entre os dedos, essa ilusão que insistimos em perseguir.

Tempo que se esvai como areia fina, que nos rouba momentos preciosos, que nos deixa com a sensação de incompletude.

Silêncio destilado

Escombros: Sobras de vidas Sonhos Solidão É preciso dizer mais? Entre uma dose e outra reviro restos. Garrafas por companhia. Esqueço dores,...