Na alma, a semente do sentir germina,
Um pulsar que no peito se alinha.
Mas, preso em si, o sentimento definha,
Se a escrita não o liberta, não o ilumina.
Destina-se à publicações da Academia Goiana de Letras Ciência e Cultura dos Militares do Estado de Goiás - Coronel Mauro Borges Teixeira.
Na alma, a semente do sentir germina,
Um pulsar que no peito se alinha.
Mas, preso em si, o sentimento definha,
Se a escrita não o liberta, não o ilumina.
Magoado, com a alma ferida por palavras e ações que não compreendo.
A dor é profunda, constante, e a incerteza do motivo me consome.
Sua cachola debulhava os dias, que ele sofria com a precisão da rodilha de filharada judiada para sustentar.
Tião saiu cedo, sedento de mundo, que parecia querer dele se vingar.
Não aceitava aquela sina que carregava, em ruína desde criança, sempre a pelejar. Sua filharada ficava em farrapos, de boca aberta, buscando e contando a hora certa para aparar migalhas e a barriga forrar.
Em pleno carnaval da modernidade, não mais em salões de festas, aqueles grandes bailes, com marchinhas que todos sabiam de cor e realmente cantavam, dançando e serpenteando pelos salões do país inteiro, mas, agora, em desfiles espetaculares, fantasias, carros alegóricos, passistas, baterias, porta-estandarte, celebridades, música, muita música, cores, festa, alegria.
Já não sinto minhas pernas
Dessa vez o corte foi profundo
Dessa vez o chão é todo meu
Descartei a possibilidade de andar
Do fundo do poço ainda ouço
Grito esgoelado
Moendo memória de tempo ido
Destruído
E deixado destroços
em desalinho pelo caminho.
Do fundo do poço ainda ouço
Senhoras e senhores, Acadêmicos e Acadêmicas, Ilustres convidados, É com profunda honra e um imenso senso de responsabilidade que ocupo ho...