Em pleno carnaval da modernidade, não mais em salões de festas, aqueles grandes bailes, com marchinhas que todos sabiam de cor e realmente cantavam, dançando e serpenteando pelos salões do país inteiro, mas, agora, em desfiles espetaculares, fantasias, carros alegóricos, passistas, baterias, porta-estandarte, celebridades, música, muita música, cores, festa, alegria.
O Rio de Janeiro criou e exportou um tipo próprio de fazer carnaval, com desfiles das Escolas de Samba para outras cidades do mundo. É uma grande festa pública que inclue em alguns lugares, batalhas simuladas, lutas de alimentos, sátiras sociais e políticas. As pessoas normalmente usam trajes especiais durante os festejos carnavalescos, o que lhes permite ocultar a verdadeira identidade buscando outras a fim de escapar da rotina.
Divertir-se e divertir-se.
Não vou discorrer sobre a história do Carnaval, basta a afirmação de que ele faz parte da cultura brasileira, e até como o “Maior Espetáculo da Terra”.
E o “Guinness World Records” designa o carnaval de rua do Rio de Janeiro como o maior carnaval do mundo, com desfile de Escolas de Samba no Sambódromo, tais como: Estação Primeira de Mangueira, Portela, Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor de Nilópolis, Unidos de Padre Miguel, Unidos da Tijuca, União da Ilha do Governador, Salgueiro, Vila Isabel, Grande Rio.
Outro destaque em nosso país é o carnaval de Recife e Olinda, com o maior bloco de carnaval do mundo: o Galo da Madrugada. E frevo é o ritmo característico, declarado patrimônio imaterial da Humanidade pela Unesco. Também o carnaval de Salvador. Aí a presença marcante do axé, música típica da Bahia, com mais samba-reggae e arrocha.
Embora toda essa alegria estampada nas faces conhecidas e desconhecidas, é necessário destacar que muitos não gostam, ou simplesmente não querem participar da folia, pois, preferem, buscar outro tipo de luz, isoladamente ou em conjunto, o retiro espiritual, ou seja, utilizar esse espaço de tempo para cursos de meditação, passeios ou trilhas, aliar-se a grupos com objetivos comuns, acampamentos, contatos com a natureza, ouvir o barulho da água passando pelas pedras ou caindo pelas cachoeiras e cascatas.
Meditar e meditar, desenvolvendo habilidades mentais, acalmar a mente, comungar com o criador e com as maravilhas da sua criação; tentar compreender um pouco do nosso “eu”, e também do “próximo”, nossas ações e nossas reações perante nós mesmos e perante o mundo; nossos medos, ansiedades, angústias.
Podemos melhorar? Podemos esquecer diferenças? Podemos deixar de lado nosso egoísmo? Podemos servir mais e melhor as pessoas que amamos? Podemos perdoar de coração?
Enfim, um período para fortalecer o espírito, redobrar energias, sendo cidadãs e cidadãos melhores do que somos agora.
Cada um na sua em tempo de Carnaval!
Dra Tatiana Guimarães
Acadêmica Fundadora da Cadeira nº60

3 comentários:
Gosto do barulho de tambores nas ruas. Gosto dos descompromissos com o relogio e rotinas diárias. Mas também gosto do afastar de tudo isto e me associar nas matas em trilhas, cachús, em harmonia com a natureza.
Bem mencionado, o equilíbrio, ah, o equilíbrio!!!!! Ótimo carnaval! Tatiana Guimarães
Nossa brasilidade!
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